21/08/2007

Midia ou Média


Circula nos meios de comunicação europeus várias notícias ligadas ao desaparecimento de uma menina inglesa, a Madeleine Mccann. Desaparecida há mais de 100 dias ainda não há pistas que levem ao que realmente aconteceu na residência onde passava férias.
O que seria cómico caso não se tratasse de uma história real, pois tanto os meios de investigação da polícia quanto os repórteres e jornalistas que dão atenção ao caso, parecem muito atrapalhados, deixam vazar informações falsas sobre o paradeiro da menina, infinitas acusações em todas as direções.
Louvo aos profissionais da polícia que estão envolvidos e trabalham arduamente para que o caso seja esclarecido, mas ao mesmo tempo temo pela vida e pela segurança da menina ou de quem venha a encontra-la, pois com tantos suspeitos a pessoa que tiver esta sorte pode vir a ser também uma.
Hoje o que ronda os jornais é:
A suspeita sobre o envenenamento acidental;
O assassinato da menina pelos pais;
A vizinha que pode ser a principal testemunha do caso;
Até outro dia era um vizinho do condomínio, uma pessoa que assim como todas que são apontadas no caso teve sua vida abalada.
Será que, quando tudo se resolver a Midia que aqui tem o nome bem apropriado MÉDIA (composta por médios profissionais) irá se retratar perante os telespectadores e pedirem desculpas pelo estardalhaço que cometeram a vida das pessoas que violaram?

Sem palavras....
O importante pra mim é ver o caso resolvido, o que parece estar longe do fim, a inversão dos papeis onde a policia e a MÉDIA são os atrapalhados e os vilões (os sequestradores ou assassinos) são os inteligentes. Gostaria muito que todos trabalhassem em prol de solucionar o caso e não de se auto promoverem.
Onde já se viu os policiais e as pessoas que deveriam se preocupar com o achado da menina estarem só numa tentativa de se saírem bem perante o povo, de se auto promoverem como se fossem artistas de telenovelas.

Um comentário:

André L. Soares disse...

Bom dia! Lendo sua postagem anteiror, sobre as 'calças molhadas', lembrei do que Machado de Assis fala em 'Quincas Borba', acerca da impossibilidade da felicidade e do sucesso para todos. Assim, segundo grande escritor-maior, para que alguém 'se dê bem', outro necessariamente haverá que 'se dar mal'. A esse princípio, que é bem mais complexo do que falo aqui em meu comentário, ele chama de 'humanitas'. Mas seu texto, de cunho nitidamente cristão, além de bem escrito, é muito bom mesmo. Grande abraço!